O conselheiro André Castro, de 46 anos, registrou sua candidatura à presidência do Corinthians e apresentou suas propostas em entrevista ao ge. Ele afirma ter negociações avançadas com um grupo disposto a investir 1 bilhão de dólares (cerca de R$ 5,5 bilhões) no clube nos próximos anos.
Apesar de ser considerado azarão nos bastidores, Castro demonstra confiança na vitória. Ele é gestor de investimentos, atua há mais de 25 anos no mercado financeiro e é sócio do Corinthians desde 1996. No clube, já participou de diferentes áreas, especialmente na base e no Conselho, onde cumpre seu segundo mandato.
Segundo ele, sua trajetória não se resume apenas ao contexto político, mas também à vivência diária no Parque São Jorge: “Sou aquele cara que está sempre no clube, participando das resenhas, conversando com os sócios. Nos últimos 10 ou 15 anos, dificilmente faltei um fim de semana”.
Castro foi eleito pelo grupo Preto no Branco, mas afirma que deixou a chapa em janeiro de 2024 para formar um novo movimento político, buscando uma “terceira via” dentro do clube. Ele afirma conversar com diferentes conselheiros e acredita que sua proposta pode mudar os rumos da eleição.
“Tem muita gente indecisa dentro do Conselho. O momento é de transformação. Queremos uma gestão séria e diferente, que seja saudável para o clube”, disse.
Questionado sobre o trabalho de Dorival Júnior e Fabinho Soldado, Castro preferiu cautela: “Preciso ver de perto, olho no olho. O que for necessário corrigir, vamos corrigir. O importante agora é garantir segurança até o fim da temporada”.
Ele também disse que pretende preencher o cargo de diretor estatutário de futebol, vago desde 2023: “Um clube como o Corinthians não pode depender da opinião de uma única pessoa”.
Sobre reforços, o candidato reconhece a urgência em quitar o transfer ban, de aproximadamente R$ 33 milhões: “Está dentro das necessidades imediatas, já alinhado com o banco. Se houver tempo hábil, quero reforçar o elenco ainda nesta janela”.
Em relação ao contrato de Memphis Depay, Castro se mostrou favorável à permanência: “É um jogador indispensável. Preciso olhar os detalhes do contrato, mas tecnicamente ele é fundamental”.
Para a base, André Castro promete profissionalização e modernização:
Contratação de um gestor executivo exclusivo.
Ampliação da captação de talentos em outros estados.
Melhoria da estrutura de alojamento para jovens atletas.
Continuidade no trabalho de longo prazo, evitando trocas constantes de técnicos e profissionais.
Ele acredita que o Corinthians revela menos do que poderia diante de seu potencial e vê na parceria financeira uma chance de aumentar os investimentos no setor.
Durante a gestão de Duilio Monteiro Alves, Castro atuou como assessor, acompanhando de perto o trabalho liderado por Osvaldo Neto e André Figueiredo. Para ele, a falta de continuidade prejudica o desenvolvimento: “A base não pode ser vista a curto prazo, é um trabalho de longo prazo. Precisamos mudar a cara da base e revelar muito mais jogadores”.